top of page
DALL·E 2025-02-22 11.48.03 - A dark and eerie stone labyrinth, dimly lit by flickering tor

O silêncio na sala era denso, como se cada pedra da fortaleza estivesse esperando para testemunhar o que aconteceria a seguir. Ra’s Al Ghul fez um gesto sutil com a mão, e antes que eu pudesse soltar qualquer comentário espirituoso, dois membros encapuzados me arrastaram para fora do salão principal. Minhas tentativas de protesto foram ignoradas, e logo me vi diante de uma enorme porta de madeira envelhecida, cravejada de pregos e com símbolos que pareciam muito antigos para eu sequer fingir entender.

A porta rangeu ao ser aberta, revelando a escuridão absoluta do labirinto. Um túnel úmido e apertado se estendia à minha frente, com um cheiro de mofo e mistério impregnado no ar. Se isso fosse um jogo, eu definitivamente teria escolhido a opção "voltar para casa". Mas não havia escolha. Um dos guardas empurrou-me com força e, antes que pudesse formular uma frase de despedida espirituosa, a porta se fechou atrás de mim com um estrondo ameaçador.

 

Avançando cautelosamente, percebi que as paredes eram feitas de pedra fria e irregular, como se o próprio tempo as tivesse moldado para serem inescapáveis. O chão era de umidade pegajosa, e a única luz vinha de tochas presas em intervalos irregulares, piscando como se estivessem cientes do terror que aquele lugar exalava.

 

A primeira armadilha foi rápida. Uma série de lanças se ergueu do chão assim que dei meu primeiro passo mais confiante. Parei no último segundo, analisando o padrão dos buracos no chão e percebendo que algumas pedras pareciam ligeiramente mais gastas do que outras. Com uma habilidade que apenas um pato de borracha determinado poderia possuir, deslizei graciosamente entre os espaços seguros, evitando a morte prematura e humilhante.

 

Segui adiante, apenas para encontrar um novo desafio: um longo corredor repleto de estátuas, todas segurando espadas em ângulos desconfortavelmente letais. O problema? Algumas estavam ligeiramente deslocadas, o que significava apenas uma coisa: haveria movimento. E eu não queria estar ali quando isso acontecesse. Testando o chão com o mínimo peso possível, percebi que alguns ladrilhos eram pressionáveis. Naturalmente, dei um pulo para trás quando um deles afundou, ativando o mecanismo e fazendo as lâminas girarem com velocidade assustadora.

 

Tive que ser esperto. Ajustando minha trajetória com precisão matemática e uma dose absurda de sorte, rolei para frente, deslizando e desviando no último segundo. Se os assassinos da Liga estavam me observando, provavelmente estavam confusos. Se um pato de borracha podia passar por aquele teste, que esperança eles tinham?

 

A última provação dentro do labirinto foi, ironicamente, a mais psicológica. Cheguei a uma bifurcação com duas passagens, e no centro delas, um enigma gravado na parede: "A sombra segue aquele que avança, mas nunca ultrapassa. Escolha bem seu caminho." Estava exausto, mas a lógica ainda trabalhava ao meu favor. Observando as tochas e a projeção das sombras no chão, percebi que uma das passagens era uma armadilha – a luz projetada indicava que o caminho levava a um fosso profundo. Sem hesitar, tomei a passagem correta e segui em frente.

 

Finalmente, alcancei uma porta metálica com inscrições complexas. Com um empurrão final, ela se abriu para um novo salão iluminado. No centro, Ra’s Al Ghul me esperava, cruzando os braços e exibindo um sorriso quase divertido.

— Fascinante — ele disse. — O destino realmente tem um senso de humor.

Eu não sabia o que ele queria dizer com aquilo. Mas uma coisa era certa: eu havia sobrevivido ao primeiro teste. E algo me dizia que aquilo era apenas o começo.

bottom of page